O Chevrolet Chevette, lançado no Brasil na década de 1970, é um dos carros mais icônicos da história automotiva nacional. Simples, leve e acessível, ele conquistou uma legião de fãs que, décadas depois, continuam a reinventar o modelo com projetos que vão muito além do que a General Motors imaginou. Entre esses projetos, o Chevette AP Turbo do Henrique se destaca como uma obra-prima de engenharia e paixão. Vale a leitura sobre diferenças entre FT450 e FT550.
Equipado com um motor AP 1.9 forjado, gerenciamento eletrônico FuelTech FT550 e uma turbina GTX 40, este Chevette é um exemplo perfeito de como combinar o estilo clássico com a tecnologia moderna. O resultado? Desempenho de tirar o fôlego: 6,5 segundos nos 201 metros. E o melhor: sem perder a essência do carro que conquistou gerações.
Mas o que torna o Chevette tão especial no mundo dos projetos de alta performance? E como o Henrique conseguiu transformar um modelo de 1987 em uma máquina de arrancadas? É isso que vamos explorar ao longo deste artigo.
O Chevette AP Turbo é um projeto único porque combina a simplicidade estrutural do Chevette com a robustez e o desempenho do motor AP 1.9 forjado.
O carro ficou parado por 18 anos antes de ser restaurado, o que adiciona um elemento de resgate histórico ao projeto. Além disso, a escolha da cor Vermelho Tornado foi resultado de várias tentativas frustradas com outras tonalidades, demonstrando o cuidado com os detalhes estéticos.
A decisão de utilizar o motor AP em vez do motor OHC original foi baseada na disponibilidade de peças e no custo-benefício. O motor AP é amplamente conhecido no Brasil por sua versatilidade e capacidade de suportar preparações extremas, tornando-o uma escolha lógica para um projeto de arrancada como este.
O motor AP 1.9 forjado foi configurado com componentes de alta resistência para suportar as demandas de um projeto turbo de alta performance. Ele utiliza pistões e bielas forjados, além de um virabrequim forjado, garantindo durabilidade mesmo em condições extremas. A turbina GTX 40, por sua vez, trabalha com pressões de até 2,8kg na pista, proporcionando a potência necessária para alcançar tempos competitivos nos 201 metros.
O coletor de admissão foi fabricado sob medida pela Nesi, otimizando o espaço no cofre do Chevette e garantindo um fluxo de ar eficiente para o motor. Essa atenção aos detalhes mecânicos é essencial para maximizar o desempenho e a confiabilidade do conjunto.

A FT550 desempenha um papel central no gerenciamento eletrônico do Chevette AP Turbo. Ela controla parâmetros críticos como pressão de turbo, injeção de combustível e controle de tração. Além disso, a FT550 é responsável pelo monitoramento de sensores de roda, permitindo um controle ativo de tração durante as arrancadas. Outra função importante da FT550 é o gerenciamento do two-step, que otimiza as largadas ao permitir que o motor mantenha rotações ideais antes de soltar a embreagem. Essa funcionalidade é essencial para garantir consistência e desempenho em competições de arrancada.
O motor AP (Alta Performance), desenvolvido pela Volkswagen, é um dos motores mais icônicos da indústria automotiva brasileira. Conhecido por sua robustez e facilidade de manutenção, ele rapidamente se tornou uma escolha popular para entusiastas de performance. Seja aspirado ou turbo, o AP é capaz de entregar potência impressionante com o investimento certo. No caso do Henrique, a escolha pelo motor AP 1.9 forjado foi estratégica. Embora ele tenha considerado inicialmente manter o motor OHC original do Chevette, a disponibilidade de peças e a experiência dos preparadores com o AP pesaram na decisão final.

O motor AP é compatível com configurações turbo devido à sua construção e à grande disponibilidade de componentes de performance no mercado brasileiro. Ele também permite ajustes detalhados no gerenciamento eletrônico, o que é necessário para projetos que buscam alta potência com confiabilidade.
No caso do Chevette do Henrique, o motor AP foi montado com pistões e bielas forjados, além de um virabrequim forjado, garantindo que o conjunto suportasse pressões de até 2,8 bar na pista. O cabeçote recebeu um comando de 350 graus, mola e prato reforçados, além de dutos otimizados para melhorar o fluxo de ar. (ver também: sistemas de ignição para alta performance)
Adaptar um motor AP no cofre de um Chevette não é uma tarefa simples. O motor foi montado em posição vertical, utilizando uma caixa seca personalizada para garantir o alinhamento ideal e evitar modificações excessivas no cofre. Essa configuração não apenas melhora a distribuição de peso, mas também facilita o acesso a componentes durante a manutenção.
Além disso, o coletor de admissão foi feito sob medida pela Nesi, garantindo um encaixe perfeito mesmo com o espaço reduzido do cofre. O sistema de freios também precisou de ajustes, com a instalação de um cilindro mestre da Hilux, eliminando a necessidade do hidrovácuo.
A escolha da turbina GTX 40 foi determinante para atingir a potência planejada. Com um mapeamento ajustado para diferentes níveis de pressão, o Chevette pode rodar na rua com 1,5 bar, entregando cerca de 350 cv, ou na pista com até 2,8 bar, atingindo impressionantes 500 cv. Para lidar com essas condições extremas, o sistema de pressurização e o intercooler foram projetados para garantir eficiência térmica e evitar perdas de potência. A FuelTech FT550 é uma das ECUs mais avançadas da linha intermediária da FuelTech, oferecendo recursos como controle de tração, gerenciamento de pressão de turbo e monitoramento em tempo real. No Chevette do Henrique, a FT550 é responsável por gerenciar todos os parâmetros do motor, garantindo que ele opere com máxima eficiência em qualquer condição.
Para suportar a potência gerada pelo motor AP turbo, o Chevette do Henrique recebeu uma série de reforços estruturais. O chassi foi reforçado, e o sistema de suspensão foi adaptado com barras land bar para melhorar a estabilidade nas arrancadas.
As rodas traseiras largas e os pneus slick são essenciais para garantir a tração, enquanto o controle de tração da FT550 ajuda a evitar perdas durante a largada.

O tempo de 6,5 segundos nos 201 metros só é possível graças a um acerto fino no gerenciamento eletrônico.
A FT550 permite ajustes precisos na curva de pressão do turbo, no mapeamento de combustível e no controle de tração, garantindo que o carro entregue potência máxima sem comprometer a segurança.
Montar um Chevette AP Turbo como o do Henrique exige um investimento significativo, tanto em peças quanto em mão de obra especializada. Montar um Chevette AP Turbo é um sonho para muitos, mas não é um projeto barato. Como já mencionado, o custo total pode variar bastante dependendo do nível de preparação. Para ajudar a entender onde o dinheiro realmente vai, aqui vai uma visão mais detalhada: Motor e Componentes Internos: O motor AP forjado é o coração do projeto e, consequentemente, uma das partes mais caras. Pistões e bielas forjados, comando de válvulas de alta performance, virabrequim reforçado e cabeçote retrabalhado podem custar entre R$ 20.000 e R$ 40.000, dependendo da qualidade e da marca. Quem acompanhou uso da sonda lambda no acerto também vai querer ler este texto. Chassi e Suspensão: O reforço do chassi e a adaptação da suspensão são fundamentais para lidar com a potência extra. Esses são apenas alguns exemplos que mostram como os custos podem rapidamente se acumular. Além disso, a mão de obra especializada é crucial para assegurar que tudo seja montado com precisão.
A GTX 40 foi a escolha do Henrique por um motivo claro: ela oferece uma combinação equilibrada de fluxo de ar e eficiência em altas pressões. Mas como saber se essa é a turbina certa para o seu projeto?
Existem alguns fatores importantes a considerar: Outras opções populares incluem as turbinas da linha Master Power, que oferecem um excelente custo-benefício, e as Garrett, conhecidas pela durabilidade e desempenho.
A potência bruta de um motor turbo não significa nada se o carro não estiver preparado para lidar com ela. No caso do Chevette AP Turbo do Henrique, várias modificações foram feitas para garantir segurança e estabilidade.
O Chevette AP Turbo do Henrique não é apenas um exemplo de engenharia automotiva; ele também representa a paixão que move o cenário de arrancadas no Brasil. Projetos como esse são fundamentais para manter viva a cultura das competições, inspirando novos entusiastas a investir em seus próprios carros.
Além disso, o Chevette é um verdadeiro símbolo da criatividade brasileira. Transformar um carro simples em uma máquina de alto desempenho é um testemunho da habilidade e do entusiasmo dos preparadores nacionais.
Não é à toa que o Chevette continua sendo um dos carros mais vistos nas pistas de arrancada em todo o país.
O Chevette AP Turbo do Henrique é mais do que um carro; é uma combinação de tecnologia moderna com a essência de um clássico. Ele mostra que, com dedicação, conhecimento e investimento, é possível transformar um veículo comum em uma máquina capaz de desafiar até os carros mais modernos nas pistas.
Projetos como esse não apenas empolgam os fãs de arrancadas, mas também reforçam a importância da cultura automotiva no Brasil. Cada Chevette AP Turbo que cruza a linha de chegada em alta velocidade representa uma trajetória de dedicação e esforço.
Vídeo original no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=97h0NBgk9QQ
Quer um projeto assim? Veja o que a FT550 pode controlar no seu carro.
Conhecer a FT550 na loja FuelTechEste artigo foi produzido a partir do vídeo "Chevette AP Turbo é rico em detalhes e anda na casa dos 6s nos 201m!", publicado no canal oficial da FuelTech no YouTube em 2026-06-11.