O FuelTech Vision 3.0 reúne arquivos de mapa três vezes menores, mais de 1.100 parâmetros editáveis em tempo real e mudanças no modelo de combustível por eficiência volumétrica (VE). O software configura VCUs como a FT700 e a FT470. A atualização também muda compensações de combustível e exige conferir o acerto.
No Vision 3.0, o modelo VE trabalha com tabelas de eficiência volumétrica e alvo de lambda. A malha fechada com aprendizado vem desligada por padrão. Mapas PowerFT importados em versões anteriores precisam ser reimportados para receber a conversão atualizada.
O arquivo de mapa do Vision 3.0 é três vezes menor que o formato anterior. O novo formato mantém compatibilidade com os arquivos existentes e permite envio e leitura mais rápidos. O mapa enviado é o que está aberto no Vision, incluindo as edições atuais; quando um mapa convertido é aberto, a conversão fica em memória até o usuário decidir salvar.
A comunicação com a VCU ocorre em segundo plano, e a interface continua respondendo durante transferências de mapas e logs. Se a comunicação for interrompida, o download retoma de onde parou. Durante gravação de mapa, teste de saída ou calibração, o Vision guarda as edições e as reenvia quando a VCU fica disponível, com indicação na barra de status.
A FT700 reúne injeção eletrônica, painel de instrumentos integrado, aquisição de dados e gerenciamento de potência. A FT470 pertence à mesma família Vision e usa celular, tablet, central multimídia Android ou PC como tela, com o aplicativo FuelTech Vision gratuito. Na FT470, o condicionador de sonda wideband é integrado à VCU.
O gerenciador permite ativar um mapa já armazenado na VCU pelo Desktop e restaurar mapas em quarentena, bloqueados após falha de inicialização. Os alertas de configuração mostram o caminho do menu, um atalho para a configuração e a contagem de pendências. O verificador inclui avisos para calibração pendente, injeção sequencial sem sinal de fase e célula de carga com pull-up.
Na FT700, a VCU reconecta à rede Wi-Fi salva após queda da conexão ou reinício do roteador. Já a edição em tempo real abrange parâmetros de injeção e ignição, malha fechada do modo VE, compensações por tempo, arrancada, transmissão, turbo, saídas e limitadores. Esses ajustes chegam à VCU conectada sem reiniciá-la e sem gravações desnecessárias na memória.

A calibração automática da borboleta eletrônica (ETC) aprende a zona morta, os ganhos e os batentes do mecanismo. No Vision 3.0, ela foi ampliada para corpos com mola de retorno muito forte, fiação de polaridade invertida, resposta muito rápida ou repouso fora do padrão. A calibração aceita alternadores de até 18 V e informa o motivo quando não conclui.
O sistema detecta borboleta travada, divergência entre sensores de posição e falha de pedal, com liberação para a posição de segurança mecânica e retomada automática. Há escolha da ação para cada tipo de falha. A VCU também avisa quando a ETC está habilitada e ainda não foi calibrada.
As cinco tabelas do controle de lenta, seus parâmetros e a compensação podem ser editados em tempo real sem zerar o controle. A borboleta permanece estável durante a edição.
No modelo por eficiência volumétrica (VE), o cálculo de combustível usa tabelas de VE e de alvo de lambda. A configuração dos injetores tem uma nova tela com deadtime, o tempo morto do injetor, em tabela 2D, além de linearização por tempo útil de injeção e edição em tempo real.
A tela exibe a vazão total de cada bancada como a vazão de cada injetor multiplicada pelo número de injetores. O campo de vazão é identificado como por injetor. A transição de bancadas A para B e para C está integrada ao modelo VE.
A malha fechada de combustível no modo VE combina correção rápida acompanhando a sonda em tempo real e aprendizado de longo prazo em uma tabela RPM × MAP. Há autoridade por faixa de MAP, ganho de aprendizado e opção de somente enriquecer em boost. Vinte condições de segurança pausam a correção. Essa malha vem desligada por padrão.
O aprendizado é gravado na memória da VCU ao desligar a chave. Ele permanece após reinicializações e mudanças nos eixos ou no tamanho da tabela VE. A frequência da malha fechada pode ser ajustada de 1 a 1.000 Hz em tempo real, sem reenviar o mapa.
A tela de aprendizado mostra mapa de calor, confiança por célula, estado da malha e condições ativas. Ela indica se o erro aprendido vem da vazão ou pressão dos bicos, do deadtime, da temperatura do ar ou da marcha lenta, para que somente o resíduo seja aplicado à tabela VE. O assistente propõe alterações apenas nas células com confiança suficiente, com suavização opcional e possibilidade de desfazer a aplicação em um passo.
Os mapas PowerFT importados em versões anteriores devem ser reimportados para usar a conversão atualizada. A orientação envolve o modo de combustível das bancadas, a tabela de deadtime da wastegate e as unidades de temperatura.
O acerto de combustível precisa ser conferido depois da atualização. A compensação de deadtime pela tensão da bateria passa a ser aplicada.
A compensação flex passa a compor de forma multiplicativa, como na PowerFT. A compensação por MAP também é aplicada quando o mapa principal está configurado por TPS. São mudanças de comportamento descritas entre os itens que exigem conferência após atualizar.
No ETC Boost, o controle de boost pela borboleta, o termo derivativo do PID passa a usar o período real da malha. Por isso, a documentação orienta conferir o ganho D após atualizar.
Nas entradas de célula de carga, o ajuste de pull-up passa a ser ignorado, como na PowerFT. Um aviso de validação aponta os mapas com essa opção marcada para revisão.
O pacote do FuelTech Vision atende à linha FT470, FT700 e FT700 Plus. A página de software informa compatibilidade com Windows 10 ou 11 de 64 bits e macOS 13 Ventura ou superior em Apple Silicon. Macs com processador Intel não são suportados.
Para Windows, a especificação mínima publicada é Intel Core i5 de 10ª geração ou superior, 16 GB de RAM e 500 MB disponíveis em disco; a recomendação de memória é 32 GB. Para macOS, o mínimo é Apple Silicon M1 ou superior, 8 GB de RAM e 1 GB disponível em disco.
A porta USB-C com PD ou Thunderbolt permite comunicação e alimentação com a VCU. Pela USB 2.0, a conexão serve somente para comunicação, com alimentação de 12 V pelos conectores traseiros. O primeiro acesso ao software requer conexão com a internet.

O changelog da família Vision 3.0 está identificado como versão 00.03.00.00, de outubro de 2026. A página de downloads consultada oferece o pacote 00.03.00.01 para Windows e macOS.
O arquivo de mapa é três vezes menor que o formato anterior, com envio e leitura mais rápidos e compatibilidade com arquivos existentes.
Não. A malha fechada de combustível com aprendizado no modo VE está desligada por padrão. Ela combina correção rápida pela sonda e aprendizado de longo prazo em uma tabela RPM × MAP.
A ETC tem calibração automática que aprende a zona morta, os ganhos e os batentes do mecanismo. A versão 3.0 amplia o atendimento a corpos com mola forte, polaridade invertida, resposta rápida ou repouso fora do padrão.
Devem ser reimportados os mapas PowerFT importados em versões anteriores do Vision. A reimportação aplica a conversão atualizada do modo de combustível das bancadas, do deadtime da wastegate e das unidades de temperatura.
Sim. A página de software informa Windows 10 ou 11 de 64 bits e macOS 13 Ventura ou superior com Apple Silicon. Para Mac, o processador mínimo é M1; modelos com processador Intel não são suportados.
Fontes consultadas:
Crédito das imagens: FuelTech.