Compreender os diferentes tipos de sonda lambda é fundamental para entender como o sistema de injeção eletrônica programável interpreta a combustão e aplica correções na mistura ar/combustível. Cada tipo de sonda foi desenvolvido para atender a necessidades específicas de leitura, precisão e velocidade de resposta, variando conforme o projeto do motor e os requisitos do sistema de emissões. De forma geral, as sondas lambda podem ser classificadas conforme seu princípio de funcionamento e sua faixa de leitura da mistura.
Sonda lambda de banda estreita
A sonda lambda de banda estreita é o tipo mais comum em veículos de produção em larga escala. Seu funcionamento é baseado na geração de um sinal elétrico que indica apenas se a mistura está rica ou pobre em relação ao ponto estequiométrico. Esse sinal normalmente varia entre aproximadamente 0,1 V e 0,9 V. Quando a tensão gerada é baixa, a injeção eletrônica programável interpreta que há excesso de oxigênio nos gases de escape, caracterizando mistura pobre. Quando a tensão é elevada, entende-se que há pouco oxigênio residual, indicando mistura rica. O ponto de transição ocorre próximo da mistura estequiométrica, onde lambda é igual a 1. Embora seja eficiente para controle básico da mistura e atendimento às normas de emissões, a sonda banda estreita não fornece informações precisas fora do ponto estequiométrico. Por isso, sua aplicação é limitada em motores preparados ou em situações onde é necessário controle fino do AFR em diferentes regimes de carga.
Sonda lambda de banda larga
A sonda lambda de banda larga representa uma evolução significativa em relação à banda estreita. Esse tipo de sensor é capaz de medir com precisão a relação ar/combustível em uma ampla faixa de operação, não se limitando apenas à região próxima da mistura estequiométrica. Tecnicamente, a sonda de banda larga utiliza um sistema mais complexo, composto por uma célula de medição e uma célula de bombeamento de oxigênio. A injeção eletrônica programável controla a corrente aplicada à célula de bombeamento para manter uma condição de referência interna, e a quantidade de corrente necessária para isso é proporcional ao AFR real da mistura. Essa tecnologia permite leituras extremamente precisas em condições de mistura rica ou pobre, tornando a sonda banda larga indispensável em motores com injeção eletrônica programável, projetos de alto desempenho, calibração em dinamômetro e estratégias avançadas de controle do motor.
Sondas lambda Bosch de referência no mercado
Dentro do universo das sondas de banda larga, alguns modelos se tornaram padrão técnico devido à sua confiabilidade, precisão e compatibilidade com diversos sistemas de injeção eletrônica programável. Entre eles, destacam-se as sondas da linha Bosch, amplamente utilizadas tanto em aplicações originais quanto em motores preparados. Entre os modelos mais conhecidos e utilizados estão:
• Sonda Lambda Banda Larga Original Bosch LSU 4.2
Este modelo é amplamente empregado em sistemas de injeção eletrônica programável e instrumentos de medição de AFR. Apresenta boa precisão de leitura, resposta adequada e ampla compatibilidade com módulos de gerenciamento eletrônico.
• Sonda Lambda Banda Larga Original Bosch LSU 4.9
Considerada uma evolução da LSU 4.2, a LSU 4.9 oferece resposta mais rápida, maior estabilidade térmica e melhor resistência a contaminações. É amplamente utilizada em aplicações modernas, motores de alto desempenho e sistemas que exigem leituras mais estáveis e precisas em condições severas de operação. Esses modelos se consolidaram como referência técnica no mercado, sendo adotados por fabricantes de módulos de injeção eletrônica programável, bancos de dinamômetro e sistemas de monitoramento de AFR.
Sonda lambda planar e sonda de titânia
Além das classificações por banda estreita e larga, as sondas lambda também podem ser diferenciadas pelo tipo de elemento sensor utilizado. As sondas planas utilizam tecnologia mais moderna, com construção compacta e menor massa térmica, o que resulta em aquecimento mais rápido e resposta mais ágil. Já as sondas de titânia operam com princípio resistivo, variando sua resistência elétrica conforme a concentração de oxigênio. Embora tenham sido utilizadas em alguns projetos específicos, esse tipo de sonda é menos comum atualmente, sendo substituído majoritariamente por sensores de zircônia devido à maior estabilidade e precisão.